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Chlome lança primeiro EP solo: Dimensão dos Sedentos – Ouça

Posted on Mar 22, 2020 by

Ficha Técnica:::::::::::::::::

Produzido por Christian Locatelli Menezes entre 2018 e 2019 em Canoas – RS;

Música, Mixagem e Masterização – Christian Locatelli Menezes;

Captação – Christian Locatelli Menezes, Allison Locatelli Menezes e Katheryn Lauren (Nyrehtak Sol);

Projeto Gráfico – Katheryn Lauren (Nyrehtak Sol)

 

Dae galera, hoje é o dia de compartilhar com o mundo esse filhinho querido de 6 músicas. Algumas palavrinhas livres só. Eu comecei esse projeto acho que lá em 2018 gravando uns fragmentos no celular, que iam se juntando com outros fragmentos, até ter uma ideia mais completa e coesa. Recordar é viver, no começo de 2018 estávamos em vias de lançar o “Podemos Viajar Através de la Luz” do Frodo (04/2018) e estávamos produzindo demos que viriam a ser o “Cabeça Milenar” da Analepse (04/2019). No meio disso, quando rolava, eu ia adiantando o “Dimensão dos Sedentos” que na época nem tinha esse nome ainda. Eu e o violão de nylon estávamos sempre juntos, antes ou depois do almoço, antes de dormir, sempre brincando com ideias. Aos poucos fui amadurecendo esses lampejos pra chegar numa ideia razoável e curta mas longa o suficiente. Tive que podar e deixar pra depois outras ideias que não entraram no EP, mas no fim é uma questão de focar e terminar, pra ter um escopo menor de temas que se complementam mais em uma narrativa. Deixa essas outras ideias pros próximos trabalhos rsrs

 

Dimensão dos Sedentos me faz pensar em algumas problemáticas do ser humano baseado na minha autocrítica, não só em relação à água, mas num senso geral de recursos naturais e como a gente se distancia da natureza ao viver na cidade e no estilo de vida urbano global, demandante, ansioso e inclinado à depressividade. Fora isso, em contraponto, também penso na possibilidade de preservar, penso em trabalho em equipe. Dança da Chuva, Dança da Chuva, Pt. 2 e Orvalho têm momentos de “interação” entre mais de uma persona, por assim dizer, e mesmo antes de fazer a letra para a Pt. 2 eu imaginava nesse som um circuito de seres à pleno movimento, realizando alguma tarefa em conjunto, cada qual sabendo o seu papel. Já Orvalho, que acabou sendo a única que eu deixei instrumental (todas eram antes rsrs música veio antes da letra), se parecia com um bálsamo em meio ao caos, e de última hora eu achei legal deixar a única voz sendo uma imagem de alguém dando água pra quem aparece querendo comprar água. Curiosidades.

Pra fechar esse breve relato, ter lançado Cisternas em dezembro de 2019 foi o melhor primeiro passo que eu podia ter tomado porque depois disso e de ter anunciado a data do EP, eu fui de fato inclinado a terminar tudo. Tava encaminhado mas não tanto. Escolhi o dia mundial da água ao procurar uma data plausível que unisse prazo, necessário pra mim, e significado, pra obra. No fim acabou dando certo como tinha que dar e eu fico contente com o resultado!! Agradeço muito à galera que me apoia, minha família, meus amigos, minha companheira e a família dela. Eu não teria  )MESMO(  conseguido sem vocês. Sem clichês. Abraço caloroso no coração de todes.

 

Por curiosidade ou à quem interessar possa, fiquem agora com a Declaração Universal dos Direitos da Água, feita pela ONU em 1992:

 

A presente Declaração Universal dos Direitos da Água foi proclamada tendo como objetivo atingir todos os indivíduos, todos os povos e todas as nações, para que todos os homens, tendo esta Declaração constantemente no espírito, se esforcem, através da educação e do ensino, em desenvolver o respeito aos direitos e obrigações anunciados e assomam, com medidas progressivas de ordem nacional e internacional, o seu reconhecimento e a sua aplicação efetiva.

Art. 1º – A água faz parte do patrimônio do planeta.Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.

Art. 2º – A água é a seiva do nosso planeta.Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem.

Art. 3º – Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.

Art. 4º – O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.

Art. 5º – A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.

Art. 6º – A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

Art. 7º – A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.

Art. 8º – A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.

Art. 9º – A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

Art. 10º – O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

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